Ciclo das Águas do Pantanal – @WWF_Brasil #DiaMundialdaÁgua

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Saiba mais sobre como funciona o ciclo hidrológico da maior área úmida continental do planeta, o Pantanal. Todo ano repete-se o ciclo das inundações no Pantanal, proporcionando a renovação da fauna e da flora. O equilíbrio ecológico depende do movimento constante do subir e baixar das águas que começa em novembro, com a alta dos rios que provoca as enchentes na planície. Porém, em maio, as chuvas param e as águas baixam. Trata-se de um lugar único, mas frágil. Qualquer alteração nesse ciclo hidrológico pode comprometer toda a sua rica biodiversidade.

O bioma é considerado uma área prioritária para a conservação da natureza pelo WWF-Brasil, com ações desenvolvidas por meio do Programa Cerrado-Pantanal e do Programa Água para a Vida.

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Brazil’s race to save drought-hit city | The Wider Image | Reuters

The shrunken carcasses of cows lie in scorched fields outside the city of Campina Grande in northeast Brazil, and hungry goats search for food on the cracked-earth floor of the Boqueirao reservoir that serves the desperate town.

Origen: Brazil’s race to save drought-hit city | The Wider Image | Reuters

Brasil envia peixes-bois para o Caribe e revela fracasso com a conservação da fauna | Por trás das lentes

 

* Os peixes-boi na foto não estão mortos, nem sequer são marinhos. Mas escolhi esta foto para chamar a atenção ao assunto. Quem sabe uma imagem aparentemente ‘dramática’ sirva de alerta.
* Os peixes-boi na foto não estão mortos, nem sequer são marinhos. Mas escolhi esta foto para chamar a atenção ao assunto. Quem sabe uma imagem aparentemente ‘dramática’ sirva de alerta.

Brasil envia peixes-bois para o Caribe e revela fracasso com a conservação da fauna | Por trás das lentes.

Avistamento Xavier – Projeto Onçafari.

Programa produzido por Mario Haberfeld, idealizador do Projeto Onçafari, César Augusto e Adriano Gambarini. Hoje falamos de algumas onças que acompanhamos aqui no Projeto Onçafari. Em especial o Xavier.
O canal Onçafari, aqui no youtube, tem um novo programa todas as quintas-feiras. Aqui, falamos de habituação, fotografia e conservação das onças pintadas e de outros animais ao redor do Mundo.

Produção: Mario Haberfeld, Guilherme Raeder.

Fotos: Projeto Onçafari, Mario Haberfeld.

Outras mídias do Projeto Onçafari:

Web Site:
http://www.projetooncafari.com.br

Facebook:
https://www.facebook.com/Projetooncafari

Onça-pintada: linha de perigo – National Geographic Brasil

Onça-pintada próximo ao cruzeiro da sepultura de Luiz Alex da Silva Lara. Um dos poucos casos de morte de um ser humano por causa do ataque do felino documentado no Brasil
Onça-pintada próximo ao cruzeiro da sepultura de Luiz Alex da Silva Lara. Um dos poucos casos de morte de um ser humano por causa do ataque do felino documentado no Brasil

Onça-pintada: linha de perigo – National Geographic Brasil.

Hidden Colors by Cristian Dimitrius

I invite you all to discover the hidden colors of Fernando de Noronha’s Reef, in Brazil.
Blue LEDs cause proteins and minerals to fluoresce brightly while a special yellow filter allow us to see the psychedelic and brilliantly saturated colors and patterns. Enjoy this sneak peak video inside the hidden world of underwater fluorescence. It is a unique view!
Shot by Cristian DImitrius in 5k using Red Epic, Canon 100mm Macro lens, Nauticam Housings and Fluo lights.

Hidden Colors
Images by Cristian Dimitrius
Edited by Daniel Polacow
Arts by Jose Perez
Sponsored by Nauticam USA, Reef Photo & Video, Seasub Artigos Esportivos, CURTLO BR and Scuba Point
Thanks to Atlantis Divers,

PROTECT THE REEF!!!!!

More at cristiandimitrius.com

Hidden Colors on Vimeo on Vimeo

vía Hidden Colors on Vimeo.

Video: Capturing the Elusive Jaguar

Posted in Panthera Blog

In January, the Smithsonian Magazine released a video “The Jaguar Highway” of Panthera’s Media Director and National Geographic photographer, Steve Winter talking about jaguars, where they live, how they kill their prey, how the Mayan’s viewed them. Learn how Steve captured photos of one of the most rarely viewed cats and what Panthera is doing through the Jaguar Corridor Initiative to protect ‘America’s Tiger’.

Learn more about the Jaguar Corridor Initiative

Watch the video on the Smithsonian Magazine website

Learn more about the Jaguar

Projeto Onçafari: no rastro da onça-pintada

por Fábio Paschoal 

Fantasma é o macho dominante no Refúgio Ecológico Caiman, pousada no Pantanal onde o Projeto Onçafari está realizando o processo de habituação das onças-pintadas (Panthera onca) aos carros de passeio – Foto: Lawrence Weitz
Fantasma é o macho dominante no Refúgio Ecológico Caiman, pousada no Pantanal onde o Projeto Onçafari está realizando o processo de habituação das onças-pintadas (Panthera onca) aos carros de passeio – Foto: Lawrence Weitz

O carro segue em alta velocidade. Nosso guia, Nego, vai no capô, olhando os rastros do animal enquanto indica o caminho que o motorista deve seguir. Os galhos passam rapidamente, próximos à nossas cabeças, e é preciso ser rápido para desviar de todos eles. O objetivo do safári é encontrar o maior felino das Américas. O veículo para em frente a uma lagoa. Nego faz sinal para todos permanecerem em silêncio. “Ela está aqui”. Uma movimentação nos arbustos anuncia a entrada de uma onça-pintada na clareira. Ela para em frente ao nosso carro, olha no olho de cada um e entra na água para matar a sede. Fica conosco por alguns minutos antes de desaparecer entre as árvores novamente.

Essa é uma das experiências mais marcantes da minha carreira de guia no Pantanal. É um desses momentos mágicos, que ficam guardados na memória e voltam à nossa mente de tempos em tempos para nos fazer sorrir. No entanto, fazendeiros abatem os felinos para proteger seus rebanhos e, após décadas de perseguição e caça, a onça se tornou um dos animais mais difíceis de avistar na natureza.

Esperança, uma das onças-pintadas selecionadas pelo Projeto Onçafari para o processo de habituação  – Foto: Diogo Lucatelli
Esperança, uma das onças-pintadas selecionadas pelo Projeto Onçafari para o processo de habituação – Foto: Diogo Lucatelli

Para mudar essa história Mario Haberfeld fundou o Projeto Onçafari em 2011.  A ideia é fazer a habituação das onças aos carros de passeio para que elas se comportem da mesma maneira que os felinos da África. O objetivo é atrair mais turistas, aumentar o interesse dos fazendeiros no turismo de observação de animais, gerar novas oportunidades de emprego para as pessoas da região, ajudar na conservação do felino, consequentemente, de seu habitat. “É necessário agregar valor à onça para que ela valha mais viva do que morta.” Afirma.

Uma técnica utilizada com leopardos e leões na África do Sul há 30 anos está sendo adaptada para a onça-pintada no Pantanal. Um animal selecionado é seguido por um rastreador, dia após dia, até que ele pare de considerar o carro como uma ameaça. O ideal é escolher uma fêmea. Quando ela tiver filhotes vai ensinar tudo para os pequenos. Assim, a habituação aos veículos será passada para a próxima geração. O processo não envolve métodos de domesticação (como o oferecimento de comida) e os felinos selecionados permanecem selvagens.

Carro do Projeto Onçafari usado para o processo de habituação das onças-pintadas – Foto: Adam Bannister
Carro do Projeto Onçafari usado para o processo de habituação das onças-pintadas – Foto: Adam Bannister

Haberfeld trouxe rastreadores da Tracker Academy da África do Sul com a missão de treinar a equipe do projeto na arte de rastrear animais selvagens para facilitar o encontro com o felino. Para Diogo Lucatelli, biólogo e rastreador do Projeto Onçafari, “Conhecer e perceber o ambiente – e o comportamento e as características dos vestígios do animal que será seu alvo – é fundamental”. As onças se movimentam em campos de gramíneas e matas densas com solo coberto por folhas secas, terrenos que dificultam a formação de pegadas. O rastreador pode perder o rastro. Para reencontrá-lo é preciso analisar o local, interpretar os sinais e se colocar na posição do animal que se está rastreando.

Disney Sousa (mais conhecido como Nego), rastreador do Projeto Onçafari (centro) em treinamento com os rastreadores da Tracker Academy da África do Sul – Foto: Projeto Onçafari
Disney Sousa (mais conhecido como Nego), rastreador do Projeto Onçafari (centro) em treinamento com os rastreadores da Tracker Academy da África do Sul – Foto: Projeto Onçafari
Diogo Lucatelli (direita) ensinando a rastrear onças – Foto: Disney Sousa
Diogo Lucatelli (direita) ensinando a rastrear onças – Foto: Disney Sousa

Todo o processo está sendo realizado no Refúgio Ecológico Caiman (REC), do empresário Roberto Klabin (fundador e presidente da SOS Mata Atlântica e da SOS Pantanal). Câmeras foram instaladas nas árvores para identificar as onças que habitam a fazenda e algumas fêmeas foram capturadas para a instalação de um colar com GPS, para a determinação do território de cada indivíduo. Os animais selecionados para a habituação têm o território dentro do REC. Essa é uma condição essencial, já que a caça – apesar de ilegal – ainda acontece no Pantanal. Fazer a habituação de um felino que pode entrar em outras fazendas seria um risco para o animal. Ele poderia se aproximar dos caçadores e seria um alvo fácil. Tudo está sendo acompanhado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e pelo Cenap (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos e Carnívoros).

Mario Haberfeld colocando o colar com GPS em uma das onças do Projeto Onçafari. Os colares são equipados com um dispositivo de soltura e não interferem na vida do animal – Foto: Divulgação
Mario Haberfeld colocando o colar com GPS em uma das onças do Projeto Onçafari. Os colares são equipados com um dispositivo de soltura e não interferem na vida do animal – Foto: Divulgação

Segundo Lucatelli o número de encontros com a onça-pintada aumentou após o começo do projeto. Isso pode alavancar o ecoturismo no Pantanal, gerar novos empregos para os moradores locais,  criar mais áreas de proteção para os animais e tornar a observação de fauna em uma atividade rentável que pode ser conciliada com a pecuária extensiva. “Quando se tem uma equipe em campo, que estuda continuamente a vida das onças, particularmente dos indivíduos que residem aqui [no REC], e constrói um relacionamento com elas – dando-lhes nomes e especializando-se cada vez mais em encontrá-las – as possibilidades são enormes”.

O objetivo do Projeto Onçafari é fazer com que as onças-pintadas fiquem tranquilas ao encontrar com um carro cheio de turistas – Foto: Projeto Onçafari
O objetivo do Projeto Onçafari é fazer com que as onças-pintadas fiquem tranquilas ao encontrar com um carro cheio de turistas – Foto: Projeto Onçafari

O documentário Onça-pintada: mais perto do que se pode imaginar (veja o trailer abaixo) irá registrar todo o processo de habituação e deve ser lançado no primeiro semestre de 2014. A ideia é replicar o processo em outras partes do país. “Quanto mais pessoas usarem a ideia mais áreas estarão sendo preservadas” diz Haberfeld.

O Onçafari é um projeto sem fins lucrativos e acabou de lançar uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) em parceria com o site Kickante. Para ajudar a preservar as onças-pintadas do Pantanal e saber das vantagens de participar acesse o Portal Kickante. Mas corra, porque a campanha se encerra no dia 30 de dezembro.

Para acompanhar as atividades do Projeto Onçafari:

Blog: http://wildconservation.wordpress.com/

Canal no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=s9KZlj_JjMc

Facebook: https://www.facebook.com/Projetooncafari

Site: http://www.wconservation.com/

Fonte: National Geographic Brasil 

Amazônia: uma floresta de superlativos

por Fábio Paschoal

Nascer do sol na Amazônia – Foto: Fábio Paschoal
Nascer do sol na Amazônia – Foto: Fábio Paschoal

A Amazônia foi minha casa durante um ano. Morava em um hotel, no meio da floresta, isolado da civilização. A única maneira de chegar era de barco e os celulares não funcionavam nem por bem, nem por mal. A internet existia, mas era tão lenta que demorava mais de meia hora para checar um simples email. Meu trabalho era guiar grupos interessados em história natural e fazer passeios para a observação de animais selvagens. Acabei desenvolvendo uma relação especial com a floresta e me sentia em casa quando andava pela mata. Hoje, 5 de setembro , no Dia da Amazônia, gostaria de fazer uma homenagem compartilhando um pouco da minha experiência vivida nesse lugar maravilhoso. Para isso recorri ao meu diário, que fazia ao final de todas as noites, e selecionei o texto que escrevi no meu último dia por lá:

“Essa parte da minha vida se chama Amazônia, e envolve abrir mão de coisas importantes como família e amigos. Mas também inclui olhar pra mim e descobrir o que eu quero, aprender coisas novas a todo o momento, acordar sem saber como vai ser o dia, mas saber que o dia vai ser fantástico e, de quebra, conhecer um dos lugares mais extraordinários do planeta.

A Amazônia é uma terra de superlativos: É a maior floresta tropical do mundo, com mais de 40.000 espécies de plantas. Em nenhum lugar na Terra se encontram tantas aves, peixes de água doce ou borboletas diferentes. Esta é a casa de uma em cada dez espécies conhecidas pela ciência. Entre elas estão a onça-pintada, o maior felino das Américas; a surucucu, a maior víbora da Terra; a sucuri, a cobra mais pesada do mundo; a harpia, a maior ave de rapina da América do Sul.

Onça-pintada (Panthera onca), o maior felino das Américas – Foto: Fábio Paschoal
Onça-pintada (Panthera onca), o maior felino das Américas – Foto: Fábio Paschoal

Viver na Amazônia é uma experiência única. Só estando aqui, dia após dia, enfrentando o sol causticante nos dias de seca e as chuvas intermináveis na temporada da cheia, acompanhando a mudança no comportamento dos animais que precisam se adaptar a essas diferentes estações, observando as aves migratórias chegando quando o alimento é abundante e indo embora quando o mesmo fica escasso, experimentando os frutos, gostosos ou não, que se desenvolvem nas diferentes épocas do ano, reparando no ciclo de vida das borboletas… Só assim é possível se ter uma vaga ideia do que é esse lugar. Um lugar que aprendi a amar! A Amazônia me ensinou como ser uma pessoa melhor. Aprendi muito sobre o ecossistema e sobre as relações entre os seres vivos e o meio ambiente. É impressionante como tudo isso é perfeito e frágil ao mesmo tempo.

Surucucu (Lachesis muta), a maior víbora da Terra – Foto: Fábio Paschoal
Surucucu (Lachesis muta), a maior víbora da Terra – Foto: Fábio Paschoal

Conheci pessoas inesquecíveis, gente com um coração do tamanho do mundo, que me faz acreditar que ainda existe esperança para a Terra. Aprendo muito todos os dias e não me canso de ver coisas que me fascinam. A Amazônia me proporcionou muito mais do que eu poderia sonhar e só tenho a agradecer por ter conhecido essa floresta. Mas, após um ano estou chegando ao meu limite, e está na hora de procurar novos ares.

Saio daqui com muito mais conhecimento, mas com a consciência de que ainda sabemos muito pouco sobre esse lugar. E esse motivo sozinho, entre tantos outros que existem por aí, já seria suficiente para preservá-lo. A Amazônia vai deixar saudades, mas estará sempre viva na minha memória e no meu coração.”

Sucuri (Eunectes murinus), a cobra mais pesada do mundo – Foto: Fábio Paschoal
Sucuri (Eunectes murinus), a cobra mais pesada do mundo – Foto: Fábio Paschoal
Harpia (Harpia harpyja), a maior ave de rapina da América do Sul – Foto: Fábio Paschoal
Harpia (Harpia harpyja), a maior ave de rapina da América do Sul – Foto: Fábio Paschoal

Fonte: National Geographic Brasil