20 animais da Mata Atlântica


Conheça algumas das espécies do bioma mais ameaçado do Brasil

por Fábio Paschoal

No passado, o imenso território da Mata Atlântica estendia-se por 17 estados brasileiros. Com a ocupação do litoral, a floresta começou a ser fragmentada e cedeu espaço a um intenso processo de urbanização. Hoje restam apenas 7% da área que tinha quando foi descrita pela primeira vez. São somente 104 mil quilômetros quadrados, área um pouco maior que a do estado de Pernambuco.

Ainda assim, a Mata Atlântica é uma das cinco florestas ameaçadas com maior biodiversidade do mundo, segundo a ONG Conservação Internacional. O bioma apresenta, por exemplo, 725 espécies de vertebrados endêmicos, que não são encontrados em nenhum outro lugar do planeta e é uma área prioritária para ações de conservação.

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Foto: iStockphot/ Thinkstock

Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia)

O desmatamento, a fragmentação do habitat e o tráfico de animais silvestres quase levaram o mico-leão-dourado à extinção. Porém, a Associação Mico-Leão-Dourado começou um programa de reprodução em cativeiro e reintrodução dos primatas na natureza. Hoje, a população de mil indivíduos se mantém estável, em pequenas manchas de Mata Atlântica. Importante ressaltar que a possibilidade de crescimento é pequena e a espécie segue na categoria ameaçada da lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês)

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Foto: Cláudio Timm/ Crative Commons

Araçari-banana (Pteroglossus bailloni)

Presente em florestas de regiões montanhosas na Mata Atlântica, o araçari-banana vive em grupos de seis a sete indivíduos. Apesar de predar filhotes e ovos de aves, a espécie é uma grande dispersora de sementes. Por conta disso, colabora com o plantio de árvores frutíferas produtoras dos alimentos que, mais tarde, irão compor a dieta dos mesmos pássaros que tiveram seus ninhos assaltados

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Foto: iStockphoto/ Thinkstock

Onça-pintada (Panthera onca)

A onça-pintada possui a mordida mais poderosa entre os felinos. Enquanto os outros gatos utilizam uma técnica de caça com bote no pescoço seguida de sufocamento, a onça crava os caninos na cabeça da presa e perfura o crânio da vítima até chegar ao cérebro. A força exercida pelos dentes é capaz de quebrar cascos de jabutis e matar um cavalo adulto com uma única mordida. No Brasil, além da Mata Atlântica, a onça também habita a Amazônia, o Pantanal, o Cerrado e a Caatinga

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Foto: Bart van Dorp/ Creative Commons

Saíra-lagarta (Tangara desmaresti)

Também conhecida como saíra-da-serra e saíra-verde, a saíra-lagarta é encontrada apenas na Mata Atlântica, onde procura por comida em bandos mistos (com diferentes espécies de aves)

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Foto: Anderson Ferreira/Sua Foto

Muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus)

O maior primata das Américas só é encontrado na Mata Atlântica. O muriqui se alimenta de frutos, atua como dispersor de sementes de diferentes espécies de plantas e é essencial para manter a diversidade da floresta. Infelizmente o desmatamento e a caça por esporte ou alimento colocam a espécie como criticamente ameaçada na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês)

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Foto: Marcel Holyoak/ Crative Commons

Araçari-poca (Selenidera maculirostris)

O araçari-poca só é encontrado em florestas de regiões montanhosas da Mata Atlântica, onde se alimenta de frutos e insetos (também pode predar filhotes e ovos de passarinhos). O sexo dos animais pode ser identificado pela cor: peito, garganta e cabeça são marrons nas fêmeas e pretos nos machos

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Foto: 鸣 朱/ Creative Commons

Jandaia-de-testa-vermelha (Aratinga auricapillus)

A jandaia-de-testa-vermelha está na lista vermelha de espécies ameaçadas da extinção da IUCN na categoria quase ameaçada. Se alimentam de sementes, castanhas e frutas na Mata Atlântica.

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Foto: Purestock/ Thinkstock

Gato-maracajá (Leopardus wiedii)

Escalador e saltador ágil, o gato-maracajá é muito bem adaptado à vida nas árvores das florestas, onde ficam suas principais presas. Possui uma cauda longa que serve de contra peso quando pula de galho em galho, garras grandes que melhoram a aderência em troncos e pode saltar 2,5 metros para cima em um único impulso. Foi muito caçado por sua pele nas décadas de 1960 e 1970, mas o desmatamento e a perda de habitat são as maiores ameaças à espécie nos dias de hoje

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Foto: Dario Sanches/ Creative Commons

Tangará (Chiroxiphia caudata)

Os tangarás são os dançarinos da Mata Atlântica. Os machos, de cores vistosas, escolhem um galho para fazerem suas apresentações. Todos os pretendentes ficam lado a lado quando a fêmea (verde) se aproxima. Então, o primeiro começa a deslizar até o final do galho, levanta voo e passa para o final da fila, todos realizam o ritual inúmeras vezes até que o melhor é escolhido para acasalar

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Foto: Elí García 12/ Creative Commons

Caninana (Spilotes pullatemus)

A caninana é uma serpente não peçonhenta muito agressiva. Quando se sente ameaçada, infla o pescoço, arma o bote e prepara-se para atacar. Alimenta-se de roedores e pequenas aves, o que lhe rendeu seu outro nome: papa-pinto

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Foto: Cláudio Timm/ Creative Commons

Pica-pau-da-cabeça-amarela (Celeus flavescens)

Na Mata Atlântica, no Cerrado e na Caatinga vive o pica-pau-da-cabeça-amarela. A espécie costuma ser avistada em pares ou grupos familiares de três a quatro indivíduos. Alimenta-se de larvas e ovos de insetos. Durante o outono e o inverno complementa sua dieta com frutos

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Foto: Cynr/ Creative Commons

Gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus)

O gavião-de-penacho é encontrado em todo o Brasil, porém, prefere florestas primárias (que não sofreram nenhum tipo de alteração). Caça aves de grande porte, como araras, macucos, urus e pombas, mas também pode atacar gambás, quatis e lagartos

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Foto: David Cook/ Creative Commons

Irara (Eira barbara)

Um dos predadores de médio porte mais abundantes no Brasil, a irara é encontrada na Amazônia, Pantanal, Cerrado, Pampas e Mata Atlântica. Com uma alimentação variada – que inclui pequenos vertebrados, insetos, frutos e mel – e uma agilidade que a permite procurar por comida tanto nas copas das árvores como no chão, esse membro da família das lontras consegue se adaptar a diferentes ambientes

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Foto: Dario Sanches Creative Commons

Murucututu-de-barriga-amarela (Pulsatrix koeniswaldiana)

A murucututu-de-barriga-amarela caça somente durante a noite. Procura por insetos grandes, aves em pleno sono e principalmente roedores e outros mamíferos de pequeno e médio porte

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Foto: Enrico Bernard

 Maria-leque-do-sudeste (Onychorhynchus swainsoni)

Apesar de ter uma crista com cores vibrantes, que contrasta com seu corpo marrom, a maria-leque-do-sudeste não exibe seu adorno natural com frequência. Durante a corte, o macho revela suas penas vermelhas e a fêmea responde com seu leque amarelo. O desmatamento e a fragmentação da Mata Atlântica colocaram a espécie na categoria vulnerável da lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês)

Foto: iStockphoto/ Thinkstock
Foto: iStockphoto/ Thinkstock

Quati (Nasua nasua)

Os quatis vivem em grupos de até 40 indivíduos. Quando estão no solo, deixam as caudas eretas para que cada animal saiba onde estão seus companheiros. Ao sinal de qualquer ameaça sobem nas árvores com rapidez, até que o perigo tenha passado

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Foto: Dario Sanches/ Creative Commons

Beija-flor-de-topete (Stephanoxis lalandi)

Entre os beija-flores-de-topete, apenas os machos possuem a cabeleira característica. Eles se reúnem em arenas onde cantam para as fêmeas, que, por sua vez, exibem um penteado muito mais discreto

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Foto: Dario Sanches/ Creative Commons

Surucuá-variado (Trogon surrucura)

Existem duas subespécies de surucuá-variado: T. s. surrucura, que apresenta barriga vermelha e pálpebras laranjas; e T. s. Aurantius, com barriga amarela e pálpebras amarelo-alaranjadas. Ambas apresentam dimorfismo sexual, sendo o macho com cabeça e peito azulados, costas verdes e asas salpicadas de branco. As fêmeas e os imaturos são cinzentos

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Foto: Cláudio Timm Creative Commons

Juruva-verde (Baryphthengus ruficapillus)

A juruva-verde se alimenta de insetos, moluscos, pequenos répteis e mamíferos (frutos também podem integrar seu cardápio). Quando pousa em galhos horizontais balança a cauda de um lado a outro, em um movimento pendular característico

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Foto: Ben Tavener Creative Commons

Araponga (Procnias nudicollis)

A araponga também é conhecida como ferreiro, porque possui um canto que se assemelha ao som de um martelo batendo em uma bigorna. Por causa disso ela é visada por traficantes de aves. Hoje a espécie se encontra na categoria vulnerável na lista vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza, na sigla em inglês)

Fonte: National Geographic Brasil 

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