Arara-azul na Amazônia: a luta para salvar a espécie na maior floresta tropical do mundo


Casal de araras-azuis em palmeira na Floresta Nacional de Carajás, Pará
Casal de araras-azuis em palmeira na Floresta Nacional de Carajás, Pará

por João Marcos Rosa

Desde o início da minha carreira, as imagens das araras-azuis (Anodorhynchus hyacinthinus) no Pantanal me causam fascínio. Depois de algum tempo de estrada, tive a oportunidade de conhecer a região e finalmente pude ver de perto essas belezas.

Passei a acompanhar as notícias do Projeto Arara Azul e presenciei o progresso da espécie a cada nova matéria publicada sobre o tema. As reportagens Céu mais azul – de autoria do fotógrafo Luciano Candisani, publicada na edição de agosto de 2005 de National Geographic Brasil – e Da beira da extinção aos céus do Pantanal – do biólogo Fábio Paschoal, autor do blog Curiosidade Animal, aqui no site da revista – são alguns exemplos.

Porém, em 2011, a surpresa foi ainda maior. Ao trabalhar na produção de fotos para um livro da fauna da Floresta Nacional de Carajás, no sudeste do Pará, me deparei com um bando de araras-azuis na Amazônia. Fiquei chocado com a cena! Frederico Drumond, chefe da unidade, me contou que uma população daquela espécie ameaçada habitava a região. Os pesquisadores já haviam visitado a área e logo inciariam um estudo para saber porque aquelas aves se encontravam ali.

Algum tempo depois a bióloga Flávia Presti, da UNESP de Botucatu, coordenadora do Projeto Conservação das araras-azuis no Mosaico Carajas, entrou em contato comigo e me convidou para fazer parte da equipe que acompanharia a população na Amazônia. Aceitei na hora.

Após alguns meses foi assinado um convênio com a mineradora Vale, que financia o projeto, e enfim fomos para campo no mês passado (março).

Documentar a espécie em um ambiente tão diferente do Pantanal e ver as araras-azuis construírem ninhos em castanheiras com 50 metros de altura ou fazerem vôos rasantes em nosso barco em meio à floresta foi uma experiência incrível.

O projeto de pesquisa está apenas no começo e, com certeza, vai trazer novas informações dessas aves. Tenho certeza de que ações prioritárias para sua conservação na região serão definidas a partir das pesquisas que acabo de presenciar.

Cientistas procuram ninhos nas margens do Rio Itacaiúnas
Cientistas procuram ninhos nas margens do Rio Itacaiúnas
A pesquisadora Talita Roberto apresenta o projeto em escola de Parauapebas, no Pará
A pesquisadora Talita Roberto apresenta o projeto em escola de Parauapebas, no Pará
Jogos sobre a espécie fazem parte do trabalho de educação ambiental do Projeto Conservação das araras-azuis no Mosaico Carajás
Jogos sobre a espécie fazem parte do trabalho de educação ambiental do Projeto Conservação das araras-azuis no Mosaico Carajás
Uma imensa castanheira abriga um ninho de arara-azul
Uma imensa castanheira abriga um ninho de arara-azul
Ninho de araras-azuis em uma árvore conhecida como estopeira
Ninho de araras-azuis em uma árvore conhecida como estopeira
Pesquisadores coletam sementes de faveira, possível alimento das araras
Pesquisadores coletam sementes de faveira, possível alimento das araras
Casal de araras-azuis na região de Canaã dos Carajás, Pará
Casal de araras-azuis na região de Canaã dos Carajás, Pará
Ao anoitecer algumas araras se abrigaram nessa enorme árvore seca
Ao anoitecer algumas araras se abrigaram nessa enorme árvore seca

 

joo-marcos-rosa_gJoão Marcos Rosa

É fotógrafo e jornalista. Desde 1998 se dedica a documentar a natureza e a cultura brasileira. Seus trabalhos já foram publicados em publicações do Brasil, da Espanha, dos EUA e da Alemanha. Atualmente, vive em Belo Horizonte, sede da Agência Nitro de fotografia, da qual é um dos fundadores

Fuente: National Geographic Brasil

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