Tratamento dentário em leão mobiliza ‘batalhão’ de veterinários e técnicos


O leão africano tem manchas no rosto, devido à exposição excessiva da pelo ao sol. Segundo a ONG Mata Ciliar, o felino foi vítima de maus-tratos (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

O leão africano tem manchas no rosto, devido à exposição excessiva da pelo ao sol. Segundo a ONG Mata Ciliar, o felino foi vítima de maus-tratos (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Um leão macho de 18 anos, vítima de maus-tratos, passou por uma cirurgia dentária nesta quarta-feira (19), em Jundiaí (SP), para fazer um tratamento de canal. O procedimento envolveu cerca de 15 pessoas, entre veterinários e técnicos.

O leão Juba, de origem africana, chegou à Associação Mata Ciliar, uma área verde cravada na Serra do Japi, em junho deste ano.

De acordo com Cristina Harumi Adania, médica veterinária e coordenadora de fauna da ONG, o felino foi maltratado ao longo da vida.

Segundo ela, o leão perdeu parte dos dentes pela falta de cuidados, além de parte dos movimentos da pata dianteira esquerda, devido a uma artrose no ombro – diagnóstico feito nesta quarta após exames de raios X. O bicho ainda tem tumores benignos no rosto devido ao excesso de exposição ao sol.

“Não sabemos a origem dele, mas esse leão já trabalhou em circo, e morou em zoológicos do Rio de Janeiro e do Ceará, que foram fechados sob acusação de maltratar animais. Foram sete anos de deslocamentos, até que houve uma mobilização de voluntários que conseguiu trazê-lo para Jundiaí”, explica.

Quando chegou ao interior de São Paulo, Juba havia perdido reflexos do comportamento típico de leões, como a autolimpeza, não rugia mais e ainda tinha medo de humanos. Após seis meses de reabilitação, a fera recuperou parte de seu instinto selvagem – assustando os poucos corajosos que se aproximam dele.

Cirurgia reuniu batalhão
Para a realização do procedimento cirúrgico, foi necessário lançar dardos tranquilizantes, que paralisaram partes do corpo do animal, o que permitiu sua remoção para o centro cirúrgico montado na sede da ONG. Depois, recebeu sedação intravenosa, o que paralisou todos os seus movimentos e permitiu a colocação de um tubo para que recebesse oxigênio.

Em seguida foi feito o tratamento de canal no dente canino superior esquerdo, que teve de ser removido em outubro pelo médico veterinário Roberto Fecchio, da Universidade de São Paulo (USP). “Esse leão não estava nem comendo direito. Em outubro, cuidamos de parte de sua arcada dentária e agora vamos finalizar o tratamento”, explica.

Eduardo Carvalho/G1

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Fonte: G1

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